Esta é a terceira vez que o delegado Christian Nunes de Andrade tem o pedido de habeas corpus negado.

 

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou por unanimidade o pedido de liberdade ao delegado Christian Nunes de Andrade, que chefiava a Delegacia Regional de Trânsito de Santa Luzia quando foi preso, em novembro de 2019, na Operação Cataclisma.

 

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O delegado foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais e é acusado de comandar organização criminosa, integrada por policiais militares e por proprietários de pátios de apreensão de veículos.

 

De acordo com o MP, a quadrilha faturou mais de R$ 19 milhões realizando blitze e de trânsito com o objetivo de apreender veículos com problemas de documentação, para depois cobrar propina e, só assim, liberar aqueles que ainda estivessem com a documentação irregular.

 

Na sessão para julgar o habeas corpus, o procurador de Justiça Antônio de Padova Marchi Júnior argumentou "que a investigação trata de um feito complexo", e que apura a prática dos delitos de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, com pluralidade de réus circunstâncias que, "sem dúvida, justificam a dilação do prazo para a realização dos atos da instrução criminal”.

Segundo o MP, desde a primeira prisão, o delegado entrou com três pedido de habeas corpus, postergando o andamento da ação penal, em busca da revogação do decreto de sua prisão cautelar.

Todos os pedidos feitos à Justiça de primeiro, de segundo grau e agora, de terceiro grau, foram negados, segundo o MP, amparados em fortes argumentos fáticos e jurídicos.

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